
Maturidade, por Virginia Satir

Os pais amam mais um filho do que outro?

Se você perguntar para qualquer mãe, que tenha mais de um filho, qual deles ela ama mais a respostas é unânime: "Amo os dois igual, cada um do seu jeito". Mas será que isso é verdade ou realmente existe um favorito?
O recente livro que está dando o que falar "The sibling effect: what the bonds among brothers and sisters reveal about us" ou algo como "O efeito fraternal: o que as relações entre filhos revelam sobre nós", conta como o autor, Jeffrey Kluger, foi afetado na infância pelas predileções dos pais pelos irmãos.
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Portanto, os pais devem estar atentos quando realizam tarefas em comum, ou partilham dos mesmos "hobbys" com um filho e esquece de criar laços com o outro. Uma ótima dica que a psicóloga Ana Pozza nos dá é a seguinte: "Reconhecer as afinidades e diferenças poderia ser uma boa proposta terapêutica para as famílias para auxiliar no processo de amar e do conhecimento mútuo, no lugar de preferir e dar privilégios mais a um do que a outro. Afinal, são filhos esperando serem amados por seus pais."
Alessandra Vespa (MBPress)
Leia mais em: http://vilamulher.terra.com.br/os-pais-amam-mais-um-filho-do-que-outro-8-1-55-751.html
Divórcio Emocional
Fredda Herz Brown
Brown, F. H. "A Família Pós-Divórcio", no livro:
Dicas para evitar o mau comportamento fora de casa

Do site Vila Mulher:
http://vilamulher.terra.com.br/dicas-para-evitar-o-mau-comportamento-fora-de-casa-8-1-55-701.html
São cada vez mais comuns casos de pais que deixam de lado a vida social por conta do mau comportamento dos filhos. Idas aos restaurantes e reuniões com os amigos se tornam coisas do passado.
Para a psicóloga Ana Pozza, se os pais não conseguem deixar as regras e limites claros às crianças ao ponto delas conseguirem afetar a vida social dos pais, é preciso estar atento para ver o que realmente está acontecendo.
"Uma criança chata, reclamona, constantemente chorosa, agressiva e perturbadora está expressando que algo não vai bem com ela ou mesmo com sua família".
"Às vezes, sem querer, a criança acaba servindo de recurso para impedir a vida social dos pais que não estão se relacionando bem. "Ou seja, como os pais não conseguem resolver essa situação entre si, ela os ajuda complicando a vida social deles. E assim, infelizmente, eles não olham para o real problema, o qual teria relação com a vida a dois. O problema se torna a criança. Mas não se deve esquecer que os filhos são reflexo dos pais e do ambiente familiar", alerta.
Muitos pais têm dúvida se devem ou não chamar a atenção do filho na frente dos familiares ou amigos, mas Ana explica que sim. "Se o filho é agressivo ou perturba os colegas, imediatamente, os pais devem tomar uma atitude. Ver o que está acontecendo, ouvir o que dizem, prestar atenção".
Se a criança for maior, em torno dos seis, sete anos, a psicóloga diz que é possível deixar para ter uma conversa mais longa em casa. "Mas no momento em que ocorre a má atitude e um adulto está observando esta cena, se deve intervir, sem ser agressivo, mas protegendo e ensinando a boa atitude. Ser permissivo é uma forma de a criança entender que não há problema em se comportar mal."
A psicóloga diz que os motivos desses comportamentos podem ser uma dificuldade dos familiares em colocar limites e até de manifestarem a afetividade entre si. "A criança que recebe afeto, cuidados, atenção e orientação tende a se comportar bem onde quer que esteja, principalmente porque quer ser um bom filho. Sabe que se comportando assim será recompensada com afeto", diz
E ressalta: "Colocar limites é dizer ao filho até onde ele pode ir, é expressar o quanto se preocupa com ele e que ele está protegido. Maus comportamentos demonstram o quanto estão precisando de limites e de atenção. Em casos mais graves, é preciso se investigar e ver o que está ocorrendo, se há problemas familiares, psiquiátricos ou neurológicos envolvidos."
Para evitar essas situações constrangedoras e, ao mesmo tempo, para instruir a criança, a doutora dá algumas dicas a serem seguidas:
- Seja também um pai de bons comportamentos. Os filhos tendem a imitar o comportamento dos pais;
- Seja afetivo e carinhoso ao educar e ensinar bons hábitos e princípios de vida;
- Esteja atento ao filho e procure entender e compreender o que está acontecendo para que ele se comporte da forma como tem feito;
- Aceite que os filhos são reflexo dos pais e do ambiente em que vivem e que o seu comportamento pode ser uma sintomática de outros fatores;
- Não permita que a insistência, a birra e a desobediência sejam atitudes que resolvam as situações, ou seja, tenha claro os limites e as regras para não ceder à pressão dos filhos;
- Saiba que dizer "não" é uma forma de cuidado e proteção à criança, um fator delimitador que a ensina até onde pode ir na sua interação com o mundo;
- O pai observando que se sente culpado ao colocar limites ao filho deve procurar as razões que o fazem sentir desta forma, uma vez que a permissividade pode ser uma forma de alimentar os maus comportamentos dos filhos;
- Converse frequentemente com os filhos sobre os seus comportamentos, procurando ensinar e instruir. Uma vez que a criança não nasce sabendo, vai atuar com os recursos que tem e ainda de acordo com a sua faixa etária;
- Seja amoroso e carinhoso sempre que possível com os filhos, precisando ser firme sem ser violento ou agressivo;
- Se necessário, procure ajuda especializada no processo de educação dos filhos
Os desafios da Conjugalidade

Fabricio Carpinejar, no Café Filosófico
Intimidade é uma delícia
A felicidade é um direito?
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html
Brinquedos: quando a quantidade dá lugar à qualidade

Por Juliana Falcão (MBPress)
http://vilamulher.terra.com.br/brinquedos-quando-a-quantidade-da-lugar-a-qualidade-8-1-55-664.html
Você não é perfeito
Reflexão para uma vida equilibrada
É preciso ter disciplina para que a inteligência comande nossos atos, e não o tempo, as emoções ou os apelos da mídia.
Será que tudo isso que você está fazendo, com tanta urgência e desespero, é o que você deveria estar fazendo?"
Filhos Tímidos: Como agir?

Por Juliana Falcão (MBPress)
http://vilamulher.terra.com.br/filhos-timidos-como-agir-8-1-55-602.html
Como preservar os filhos na hora da separação

Por mais que o amor e a compreensão entre o casal cheguem ao fim, é preciso ter a consciência de que a saúde desse filhoprecisa ser preservada. "A relação entre esses pais pode ter acabado, mas em nome da criança e do amor a ela, é preciso manter o diálogo equilibrado", alerta a terapeuta infantil Daniella Faria.
A especialista garante que este momento não fácil para nenhuma das partes, mas a criança é a mais afetada. Por não ter o discernimento necessário para encarar a situação sem traumas, ela sofre tanto ou até mais do que os pais. "A intensidade desse sofrimento vai depender da postura dos pais, de como eles vão se relacionar com o filho a partir dessa nova condição de vida".
Em casos de separação amigável, a criança é considerada a peça mais importante e todos passam com leveza por essa fase. Há casos de crianças que até acham legal essa nova condição de ter duas casas, dois quartos. Mas quando esse desenlace é conturbado, o filho pode sofrer com asíndrome da alienação parental, que é quando um genitor passa a criticar o outro, deixando o filho no meio de um fogo cruzado. "Nesse caso ocorre uma inversão de papéis. A criança entra em estado de alerta, deixando de viver sua vida para cuidar do pai ou da mãe. Ela presta atenção em situações que não são da alçada dela", explica Daniella.
Ana Pozza, psicóloga e psicoterapeuta familiar, revela que há casos de filhos que passam por este problema de alienação parental e sentem um vazio de identidade, por terem crescido com uma imagem do pai ou da mãe que não era verdadeira. "Numa separação, o prejuízo maior é afastar um convívio de um dos pais. É preciso que o casal tenha maturidade para lidar com a raiva e colocar o filho em primeiro lugar".
Para minimizar os traumas, o correto é que os pais pensem no bem-estar da criança. É preciso trilhar um caminho de amor por esse filho. Ela vai se formar, casar, ter filhos, e pai e mãe precisam estar equilibrados para compartilharem esses momentos tão importantes. "Os problemas conjugais precisam ser tratados de maneira paralela, mas o bem-estar da criança precisa ser compartilhado. Os papéis de pai e mãe não podem deixar de existir", aconselha a terapeuta infantil.
Ana acredita que, durante o processo de separação, se faz necessário o apoio psicoterapêutico. "Esta é uma experiência extremamente penosa. A semelhante à perda de um ente querido. E nessa hora os pais se deprimem e a criança fica sem cuidados", explica.
A especialista diz ainda que a idade da criança não influencia no grau de sofrimento. Segundo ela, tudo depende do momento em que a família está vivendo. "Para um filho que foi abusado sexualmente ou que presencia constantes brigas dentro de casa, a separação é um alívio. Porém, aquele que tem contato frequente com os pais, vai sentir muito mais o fim do casamento."
Não é possível traçar o futuro de uma criança que vivencia a separação dos pais. Porém um processo de desenlace mal resolvido pode incutir no filho a crença de que casamento não dá certo e que nunca se deve brigar. "Ao mesmo tempo, a história dela, a partir desse fato, pode contribuir para o amadurecimento das escolhas afetivas, tornando-a mais cautelosa na escolha de um parceiro", comenta Ana.
Mudança de comportamento
Em muitos casos, a criança que vivencia a separação dos pais torna-se tensa, triste, insegura,agressiva e pratica a inversão de papéis, uma vez que ela ingressa no mundo adulto quando ela deveria ser cuidada por ele. "Às vezes, o filho pode regredir no comportamento. Volta a fazer xixi na cama, reduz seu desempenho escolar e se apega demais à mãe", explica Ana Pozza.
Entretanto, independe dos sintomas, é muito errado tratar essas mudanças de comportamento como um problema. "Isso nada mais é do que um pedido de ajuda, pois é a forma que a criança encontra para expressar o que está sentindo. E quem identifica essas atitudes deve saber encará-las como um caminho que pode desvendar as necessidades desse filho", afirma Daniella.
Independente dos motivos que levaram à separação, o grande desafio desses genitores é manter o foco na saúde integral dos filhos. "Antes de iniciar uma briga, pense na criança. Poupe-a dessa situação. Ela não pode viver essa desconstrução dos pais", ressalta a terapeuta. "O processo de dissolução do casamento pode gerar brigas durante um longo período de tempo. E se o casal tiver a consciência de que o filho é a parte mais valiosa dessa relação, os desentendimentos tendem a se encurtar".
Ana Pozza lembra ainda que a criança não pode ser excluída da situação. Se os pais traçam o estereótipo da família feliz na frente dela e de repente anunciam uma separação alegando brigas e incompatibilidades, vão dar a ela a impressão de que viveu uma farsa. Isso porque, mesmo que os pais não se abram para o filho, ele sente que existe algo errado. Enquanto o adulto é capaz de nomear sentimentos e coisas, a criança usa a percepção sensorial para entender o mundo à sua volta.
"Obviamente há assuntos que só pertencem ao casal, mas a criança precisa estar ciente das mudanças. Abra o jogo, diga a ela, numa linguagem adequada, que vocês estão passando por dificuldades, mas que estão tentando resolvê-las", sugere a psicóloga. "O errado é incluí-la no processo com o objetivo de fazer com que ela resolva, faça a mediação do conflito. É o caso da mulher que tem receio de lidar com o marido a sós e decide desabafar na frente da criança. Isso é muito prejudicial."
Para Daniella, todo tipo de agressão ou briga dentro de um ambiente familiar gera um grande estrago nos adultos e nas crianças. Mas na hora da separação, a terapeuta ratifica que é necessário colocar os filhos em primeiro plano. "Ela precisa ter a garantia de que a separação é entre pai e mãe e não entre pais e filhos. Os genitores podem mudar seus valores por conta da separação, mas não deixar de cuidar dos filhos que é a parte mais importante. Se os casais começarem a pensar dessa forma, o diálogo entre pai e mãe vai se manter, uma vez que o amor pela criança passará a ser a base dessa relação".
A criança e o universo lúdico

